sábado, 17 de novembro de 2018

Os primeiros fabricantes de Harpa na Europa








  Ao vermos instrumentos musicais antigos em fotos da internet ou nos museus, viajamos em pensamentos que nos levam aos tempos antigos quando eram usados, imaginamos por minutos como foram fabricados, quem os tocava, quais lugares que passaram, como fora suas histórias.

  A Harpa por ser um instrumento musical antigo, que sofreu várias mudanças e adaptações é com certeza riquíssima em história.


  Vejamos os primeiros fabricantes de Harpa de Pedais da história!





Jakob Hochbrucker, o criador da "Mãe das Harpas de Pedais"





  Jakob Hochbrucker  foi músico e também o criador da harpa de pedais do século XVIII popularizada na Europa entre 1729 e 1750 por seus descendentes. Sua harpa era a de Single-action (ação única).

  Hochbrucker nasceu na cidade de Mindelheim . Desde 1699 viveu e trabalhou em Donauwörth , onde também construiu violas e alaúdes. Por volta de 1720 Hochbrucker inventou o mecanismo de pedal para tocar harpa, adicionando ao instrumento cinco pedais inicialmente (depois para sete) e conectando-os aos ganchos para as cordas C, D, F, G e B, permitindo assim  alterar o som de cordas (um semitom) e ampliar o alcance do instrumento para outras tonalidades. Este sistema cromático engenhoso mais tarde se tornou objeto de estudos e considerações importantes para a harpa moderna.
  Na segunda metade do século XVIII, o mecanismo de Hochbrucker foi amplamente popularizado pelos esforços de seus sobrinhos, Christian e Celestine Hochbrucker, e principalmente por seu filho Simon, que viajou pela Europa tocando em Viena em 1729, Leipzig , Bruxelas em 1734, Paris em 1740 e norte da Alemanha . Dois músicos da família Hochbrucker tiveram sucesso como compositores de harpa: o filho de Jakob, Johann Baptist (Six Sonates pour la harpe, dedicado a De Rohan, 1762) e o sobrinho  Pater Coelestin ( Six Sonates pour la harpe, dedicado para De la Guiche, c. 1771). 
  No século XVIII a afinação fundamental era a Mi bemol Maior. Lá bemol Maior e Si bemol Maior também eram comuns. As mesmas podem ser tocadas em uma harpa afinada em Eb maior: Eb, Bb (Ab aumentado para A), F (Eb elevada para E), C (Bb elevada para B), G (F elevada para F #) , D (C aumentado para C #), A (G elevado para G #), E (D aumentado para D #). Mozart escreveu seu duplo concerto para flauta, harpa e orquestra em dó maior, K. 299, para um instrumento desse tipo de harpa. Esta harpa de pedal de ação única foi exportada para a França, onde, 100 anos depois, foi desenvolvida para fazer uma harpa de pedal de dupla ação no início do século XIX. O responsável seria o Sebastian Erard que construiu em Paris a "harpe à double mouvement" , patenteada em 1810, finalmente mudando para o curso do que Hochbrucker havia desenvolvido com sucesso.

  O Luthier e restaurador Beat Wolf realizou um trabalho com uma réplica de 34 cordas do Hochbrucker, mais detalhes no link abaixo.

http://www.beatwolf.ch/Portals/14/pdf/Report_Hochbrucker_EN.pdf?ver=2013-08-17-102903-380






George Cousineau, o Luthier da Rainha Francesa


  Como a harpa tornou-se popular no final do século XVIII. Houve grande prestígio entre a monarquia da época, com isso a harpa se firmou como o instrumento musical favorito da rainha Maria Antonieta. Esta harpa das fotos abaixo foi feita pelo fabricante de instrumentos de cordas e luthier oficial da rainha George Cousineau. Esta harpa foi fabricada em 1785.









  Cousineau, nomeado Luthier  da rainha Maria Antonieta em 1775, inventou o "béquille" (ou "muleta" ação), uma melhoria na "crochette". Cada corda foi colocada entre duas alavancas em forma de muleta (daí o nome) que giravam em direções opostas quando o pedal era pressionado, resultando em semi-tons mais precisos.







Sébastien Erard   -  O habilidoso das Harpas e Cravos



  Ainda rapaz, Sébastien Érard mostrou grande aptidão para elaborar projetos que envolvia geometria e desenhos arquitetônicos. Na oficina de seu pai, que era um estofador, ele encontrou oportunidade para o exercício antecipado de sua "engenhosidade mecânica". Quando ele tinha dezesseis anos seu pai faleceu, e ele se mudou para Paris, onde conseguiu um emprego numa grande oficina que fabricava cravos. A sua notável habilidade construtiva logo atraiu a atenção de músicos e fabricantes de instrumentos musicais da época, isso foi um dos motivos de sua demissão, ciúme por parte de seu mestre.
  Aos vinte e cinco anos de idade montou seu próprio negócio, sua primeira oficina funcionava num quarto do hotel da duquesa de Villeroi, que lhe deu um caloroso incentivo. Após escapar da Revolução Francesa, Érard anos mais tarde visitou novamente Londres, onde dois anos depois, produziu sua primeira harpa de movimento duplo. 
  Em novembro 1794 Érard registrou a sua primeira patente para uma harpa (Melhorias em pianos e harpas, patente nº 2016), um instrumento com ação refinada e único para aquela época (afinado em Mi bemol) que permitia mudança de semitons acionados por pedais. Esse mecanismo, ainda é usado pelos fabricantes das harpas modernas.Ele já tinha feito várias melhorias na fabricação de harpas, seu o novo instrumento foi um imenso avanço sobre qualquer coisa que ele tinha antes produzido, e obteve tanta reputação por muitos que dedicou-se exclusivamente à fabricação de harpas. 
  No ano seguinte de sua invenção, ele fez mais harpas e as vendia ao valor de £ 25.000. Em 1812 ele voltou a Paris e continuou a dedicar-se ao aperfeiçoamento maior dos dois instrumentos com que seu nome está associado, harpas e pianos.  Érard faleceu em 5 de agosto de 1831 em Passy, Paris.





Jean-Henri Nadermann   - O compositor harpista fabricante de harpas







  Jean-Henri Nadermann foi um dos principais fabricantes de harpas em Paris no século XVIII e também compositor. Ele forneceu a Casa Real seus instrumentos e escreveu sua música em estilo clássico, com uma grande influência do Barroco. Ele teve dois filhos, François Joseph Nadermann, renomado harpista, e Henri Nadermann, fabricante de harpas.


  Em 1756 começou a trabalhar como fabricante de harpas. Ganhou fama quando foi contratado para criar e aperfeiçoar as harpas da rainha Maria Antonieta em sua chegada à França, junto com o compositor e harpista checo Jean-Baptiste Krumpholtz.

 Espera-se que a harpa Nadermann single-action tenha sido criada com base na harpa pedaleira bávara do século XVIII, cuja fabricação, embora reivindicada por vários outros fabricantes de harpas, incluindo Jean Paul Vetter de Nuremberg e Johann Hausen de Weimar,  é atribuída a Jacob Hochbrucker.  Jean-Henri Nadermann morreu em Paris.








Agradecemos a sua visita! até a próxima!!!





Fontes


https://www.beatwolf.ch/Restoration/Hochbrucker/tabid/823/language/en-US/Default.aspx

https://en.wikipedia.org/wiki/Jacob_Hochbrucker

https://www.vsl.co.at/en/Harp/History_02/

file:///C:/Users/asus-pc/Downloads/2782-10088-1-PB.pdf

http://harpguitars.net/blog/2013/05/musee-de-la-musique/

https://www.britannica.com/art/pedal-harp#ref81503

http://collections.vam.ac.uk/item/O58969/pedal-harp-cousineau-georges/

domingo, 14 de outubro de 2018

A simbologia da Harpa, o que ela significa



Conforme explicação de um dicionário o significado da palavra Harpa seria:

s.f. Instrumento musical de tamanho grande, formato triangular e cordas de comprimentos irregulares, que se fazem ressoar com os dedos, e que existe desde a mais remota antiguidade.O mais importante, sob o ponto de vista da música, dos instrumentos de cordas tocados com os dedos e não com um arco. É o mais antigo dos instrumentos de cordas.

Disso já sabemos...mas...o que a Harpa nosso instrumento musical do coração significa realmente? o que a Harpa simboliza?





Acredita-se que a Harpa por ser o instrumento musical dos anjos, simboliza a conexão entre o céu e a terra, ou seja, seria um elo entre o mundo físico e o espiritual. As cordas seriam simbologicamente os degraus de uma escada, indicando a direção para a vida eterna.




Além de símbolo celeste a Harpa também é símbolo nacional em algumas partes do Mundo, como na Birmânia onde é conhecida como a harpa burma ou saung gauk. Para os birmaneses ela é o som da voz do Buda. No Paraguai a Harpa paraguaia além de símbolo nacional  é bastante forte e expressiva na cultura local.







Na Bíblia



A Harpa é o instrumento musical mais tocado pelo exército angelical de Deus. É por isso que os anjos com harpas simbolizam o louvor a Deus e a harmonia. Na Bíblia ela é citada pela primeira vez no primeiro livro do Antigo Testamento, onde é relatado o nome de Jubal como o pai ou criador dos instrumentos musicais.
"O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos que tocam harpa e flauta. "(Gênesis 4:21)
No mundo cristão a Harpa representa a música sacra e também é o símbolo da  insígnia do famoso harpista o Rei Davi. Antes de ser Rei, Davi era convocado pelo Rei Saul para tocar sua harpa e com isso afugentar o espírito mal que o atormentava. 



Na Irlanda 


Na Irlanda Antiga, harpa é um instrumento significativo para o povo Celta, conforme a lenda celta o Deus Pai usava o som da harpa para ordenar as estações do ano.
A harpa era o instrumento usado pelos deuses para adormecer seus ouvintes, os quais não resistindo ao seu canto, podiam ser transportados para o além. A Harpa representa a Irlanda e Gales, tanto que é encontrada em várias insígnias como a Brian Boru.





No Egito Antigo

A Harpa no Egito Antigo tinha várias formas e tamanhos, era um instrumento bastante popular usado tanto na música dos cantos sagrados dentro dos templos quanto nas músicas dos festivais populares profanos. 


Um peculiar hino chamado “canto do harpista para Antef " era um poema datado no século XXI a. C., que contemplava através da letra e melodia a constante procura da felicidade na vida terrena. Para os egípcios, a Harpa também simbolizava o estado de espírito inquieto, em que o homem não se contenta com o que é triste e quer ser feliz de alguma maneira.








Agradecemos sua visita! até a próxima!





Fontes

http://musimid.mus.br/9encontro/wp-content/uploads/2013/11/9musimid_duarte.pdf

https://pt.dreamstime.com/ilustra%C3%A7%C3%A3o-stock-molde-do-fundo-com-o-mapa-turista-da-irlanda-marcos-s%C3%ADmbolos-e-texto-image99200635

https://variety.com/2015/tv/asia/filipino-version-of-celestial-movies-channel-1201642257/

https://www.dicionariodesimbolos.com.br/harpa/

terça-feira, 19 de junho de 2018

Harpista Monica Cury participa do Requiem Rutter apresentado pelo Coro sinfônico do STBNB








A harpista Monica Cury participou de três apresentações do Requiem de John Rutter nos dias 07, 08 e 10 de junho de 2018 em Recife/PE. Apresentações pelo Coro sinfônico do Seminário Teológico Batista Norte do Brasil sob regência e direção da maestrina Hadassa Rossiter. Além de sua participação especial na harpa, estavam presentes outros solistas como Fabiano Menezes (violoncelo),  Mozart Ramos (Flauta)  e  Arthur Ortenblad (Oboé).





                                          Momentos antes da primeira apresentação do Requiem na Capela David Mein











As apresentações do Requiem ocorreram nos dias 07/06 às 20h na Capela David Mein, Faculdade STBNB (Rua Padre Inglês, 243, Boa Vista, no Recife), 08/06 às 19h na Igreja Batista do Cordeiro (Rua Nossa Senhora da Saúde, 83, Cordeiro, Recife) e no dia 10/06 às 15h  no Instituto Ricardo Brennand (Alameda Antônio Brennand, s/n, Várzea, Recife).





                                                                       
                                                                                    Primeira parte do Requiem




Sobre a obra:


Requiem é um cenário musical de partes do Requiem latino com salmos adicionados e versos bíblicos em inglês, concluídos em 1985. É escrito para soprano, coro misto e orquestra ou conjunto de câmara.

Cinco de seus sete movimentos são baseados em textos da Missa Requiem Latina, enquanto o segundo movimento é um cenário de "Out of the deep" (Salmo 130) e o sexto movimento é um hino O Senhor é meu Pastor (Salmo 23) Rutter havia escrito anteriormente. O primeiro movimento combina o Introit e o Kyrie, o terceiro é o Pie Jesu, com solo soprano. O movimento central é um Sanctus animado, seguido por Agnus Dei e finalmente Lux aeterna. No Agnus Dei e no Lux aeterna, Rutter combina o texto litúrgico latino com os versos bíblicos ingleses. Quatro dos movimentos do Requiem foram realizados pela primeira vez na Igreja Presbiteriana Fremont, Sacramento, Califórnia, em 14 de março de 1985. A primeira apresentação do trabalho completo foi na Igreja Metodista Unida de Lovers Lane, Dallas, Texas, em 13 de outubro de 1985. foi publicado em 1986 pela Oxford University Press.

O Requiem possui solos para violoncelo, soprano e oboé. Ele criou duas versões, uma para um conjunto de câmara e outra para orquestra. O conjunto consiste de flauta, oboé, tímpanos, glockenspiel, harpa, violoncelo e órgão, enquanto a orquestra tem 2 flautas, oboé, 2 clarinetes, fagote, 2 chifres, tímpanos, glockenspiel, harpa e cordas. Rutter estruturou o trabalho em sete movimentos, semelhante ao cenário de Gabriel Fauré. Um dos movimentos é o Senhor é o meu pastor, que ele havia escrito como um hino em 1976.









Sobre o Coro Sinfônico do STBNB:


O Coro sinfônico é um grupo coral recifense que pertence ao Departamento de Música do Seminário Teolágico Batista do Norte do Brasil (STBNB) desde 1962. Em sua formação, é integrado por uma seleção de professores, alunos e ex-alunos da casa, e também por pessoas da comunidade que demonstram interesse pela música coral.


Seus objetivos principais estão na divulgação da música coral de qualidade, evolução musical dos alunos e a divulgação do STBNB. O Coro cumpre um programa que se destina a pesquisar e apresentar novas composições sacras, assim como executar obras eruditas, populares e folclóricas, tendo em sua história performática, digna bagagem.








                                                                           Aplausos no fim das apresentações!!!!







Agradecemos sua visita!!! até a próxima!!!



sábado, 2 de junho de 2018

A Harpa na música dos negros norte-americanos



A harpa como todo instrumento musical pode ser tocada por qualquer pessoa, seja ela jovem ou adulta, pode ser usada para qualquer tipo de música isso levando em conta a necessidade do interprete. Ela se popularizou nas mais diversas comunidades e níveis sociais trazendo um diferencial nos seus estilos musicais.

Nos EUA a harpa também ganhou espaço nos grupos musicais formados por negros. Na maioria eram mulheres as responsáveis pela introdução da harpa na música negra.

Muito presente no som exotérico da Alice Coltrane, no swing do jazz da Dorothy Ashby  e da Olivette Miller.

Vejamos um pouco da história das harpistas negras que se destacaram no cenário musical norte-americano:




    Dorothy Ashby







Dorothy Jeanne Thompson nasceu em 6 de agosto de 1930 e partiu em 13 de abril de 1986, popularmente conhecida como Dorothy Ashby, era uma harpista e compositora de jazz norte-americano. Foi reverenciada como um dos maiores nomes do jazz em 1950, e a mais talentosa harpista de jazz moderno.

 Ashby firmou a harpa como seu instrumento de improvisação no jazz , provando que a harpa poderia ser muito além do que pensavam, de um instrumento orquestral "de fundo para efeitos sonoros" a harpa poderia ser tocada tão habilmente quanto os outros instrumentos associados ao jazz como o saxofone.

Ashby teve que superar muitos obstáculos durante a jornada de sua carreira. Como uma mulher negra musicista de uma indústria dominada por homens, ela estava em desvantagem. Em uma entrevista em 1983 com W. Royal Stokes para seu livro "Living the Jazz Life", a mesma comentou sobre sua carreira: "Talvez tenha sido um fardo triplo, pois muitas mulheres não estão se tornando conhecidas como musicistas de jazz. Há também a conexão com o público, que eu estava tentando alcançar mas não estavam interessados na harpa... e eles certamente não estavam interessados ​​em ver uma mulher negra tocando harpa."





                                                                                       primeiro álbum da Ashby




Os álbuns de Ashby eram sempre do gênero jazz, mas posteriormente quando mudou de gravadora aderiu a outros estilos, especialmente no seu álbum de 1970, The Rubaiyat, onde ela demonstra seus talentos em outro instrumento, o koto japonês, integrando-o com sucesso ao jazz.








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Alice Coltrane






Alice Coltrane nasceu dia 27 de agosto de 1937  e partiu no dia 12 de janeiro de 2007, também conhecida por seu nome adotado em sânscrito Turiyasangitananda ou Turiya Alice Coltrane, era harpista, cantora,  pianista, organista, e compositora. Foi esposa do saxofonista e compositor de jazz John Coltrane. Uma das poucas harpistas na história do jazz americano, ela gravou muitos álbuns começando no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 para o Impulse e outras grandes gravadoras. 

Após a morte do marido, Alice continuou a transmitir a visão musical e espiritual, e começou a lançar discos como compositora e líder da banda que fazia parte. Seu primeiro álbum, A Monastic Trio, foi gravado em 1967. De 1968 a 1977, ela lançou treze discos completos. Com o passar dos anos, sua direção e performance musical se distanciou do jazz  e se enveredou no mundo espiritual mais cósmico.






Álbuns como Universal Consciousness (1971) e World Galaxy (1972) mostram uma progressão de uma formação de quatro peças para uma abordagem mais orquestral, com arranjos de cordas exuberantes e harpas executando "efeito cascata" !!!.

Até 1973 ela lançou músicas com o Impulse Records, o notável selo de jazz com o qual seu marido lançou muitos de seus últimos álbuns. De 1973 a 1978, ela lançou primeiramente na Warner Bros Records até se afastar dos olhos do público.









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Olivette Miller






Olivette Miller nasceu em 2 de fevereiro de 1914 em Illinois, filha de Bessie Oliver Miller, uma corista, e do ator, comediante, e escritor Flournoy Miller, o mesmo também foi co-autor e produtor do inovador musical da Broadway, “Shuffle Along”. Na famosa Striver's Row do Harlem, Miller se formou na East Greenwich Academy, um internato metodista privado em Rhode Island, em 1931 estudou música em Paris e na Juilliard.

Ela inicialmente planejava tocar em salas de concerto, mas depois de ser “mordida pelo bug do clube noturno” rsrsrsrsrs, ela resolveu se envolver com a música popular. A beleza estonteante e a vida amorosa de Miller a mantinham nos jornais quase tanto quanto suas performances em todo o país e no mundo.




Miller se apresentou com Lena Horne e uma jovem ainda não-superstar Dorothy Dandridge nos anos 1940, também em clubes noturnos de alto nível em Hollywood, Chicago e Nova York, fez algumas aparições no “The Ed Sullivan Show” nos anos 60. Ela se casou pelo menos seis vezes!!!. 

No início dos anos 90, ela teve uma pequena parte como empregada doméstica no filme “A Rage in Harlem”. Miller morreu em 27 de abril de 2003.




Fontes :

http://chad-org.webs.com/

https://www.wikipedia.org/




Agradecemos sua visita!!!

Até a próxima !!!



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Repertório de música brasileira escrita originalmente para Harpa






Sobre repertório para harpa já lemos numa postagem anterior que há várias opções de obras, umas são originalmente escritas para harpa enquanto outras são adaptações ou transcrições.





Um repertório "harpístico" nacional, isso mesmo 100% brasileiro provavelmente você não verá com frequência harpistas executando, mas sim! existem obras de compositores brasileiros especialmente para harpa e são belas! as mesmas deveriam ser mais divulgadas para sua apreciação pública.


Na lista do repertório de música brasileira estudado/executado nas escolas de harpa do Brasil composto originalmente para Harpa temos por exemplo:


* Calimerio Soares        -  Mescla  


* Diva Lyra                    - Estudo de concerto        
                                     - Prelúdio IV     
           
  
* Gibran Helayel            - Fuga e Morte de Lampião e Maria


  
* Laura Maria Pumar      -  Miscelânea Cantigas de Roda 
                                      -   Berceuse





* Siqueira de Sá              - Fantasias 1,2,3,4,5 e 6 para Harpa solo
                                        - Duos :  Harpa e piano, Viola e Harpa, Vibrafone e  Harpa, Flauta e Harpa



* Maria Lourdes Campelo Ribeiro   - Três Valsinhas para harpa: Solidão, Encantamento, Inquietação
                                                          - Estudo nº 2 
                                                          - Estudo nº 3
                                                          - Estudo nº 4
                                                          - Estudo em Láb
                                                          - Duas suítes e três pecinhas


* José Orlando Alves          -  Fantasia para Harpa solo
                                             - Texturas Justapostas


                                   




* Murillo Santos           - Homenagem a Fauré


* Radames Gnatalli      - Concerto para harpa


* Ricardo Tacuchian     - Ritos


* Nelson de Macêdo         - Fantasia Poema para Harpa solo e Orquestra
                                          - Mini-Suíte Emília e o tempo







Em especial destacamos:



# Algumas compositoras da Escola Nacional de Música da UFRJ conterrâneas da Professora Acácia Brazil dedicaram algumas de suas obras harpísticas à ela...ficou bem evidente na dedicatória inscrita no cabeçalho desta partitura da foto abaixo!



 


Harpista Gustavo Beaklini executando um estudo para harpa da Maria Lourdes Campelo Ribeiro







# Gibran Helayel natural do Rio de Janeiro, é guitarrista, compositor e regente de coros. Estudou violão com José Paiva, Monina Távora e estudou harpa com Acácia Brazil !!!.

A sua obra Fuga e Morte de Lampião e Maria contém quatro movimentos: Correria, Sono Cortado, Ladainha e A Lenda, o compositor tenta descrever sonoramente os últimos momentos de Lampião e Maria que são histórias e lendas bem presentes no imaginário dos músicos e repentistas nordestinos.
 
Essa composição ganhou o 2º Prêmio no III Festival Rochas Internacional de Composição para harpa, realizado em outubro de 1989 em Assunção com o apoio cultural da Aliança Francesa do Paraguai.




Harpista Gustavo Jiménez executando 1ºmov ( Correria ) de Fuga e Morte de Lampião e Maria







Agradecemos a Professora de harpa da UFPB Monica Cury  e sua aluna do Bacharelado em harpa Cristiane Braz  por fornecer parte do material apresentado nesta postagem. Este tema fez parte de um trabalho de pesquisa desenvolvido na graduação.

Também agradecemos a você pela visita!!! tchau!!!


domingo, 17 de dezembro de 2017

Grupo de Harpas da UFPB se apresenta na abertura da Exposição Matéria e Cromo










O Grupo de Harpas da UFPB se apresentou nessa quarta-feira dia 6 de dezembro na abertura da Exposição Matéria e Cromo do Artista Otávio Maia.

                                
A apresentação aconteceu na Igreja São Francisco em João Pessoa PB às 20:00hs.





Liderança: Harpista Monica Cury

Alunos: Cristiane Braz, Christiane Alves e Renan Mendes.


Vejamos os preparativos e em seguida alguns vídeos das apresentações...




































                                                                                     Les Agneaux Dansent Marcel Grandjany




                                                               
                                                                                              Down by the Sally Garden 

 

 

                                                                                                         Orfeo - Marco Giau

 

 

                                                                                                       Rêverie - Marcel Grandjany






                                                                   O sonho do pequeno vagalume - Antonio Celso Ribeiro





domingo, 19 de novembro de 2017

A cantora e harpista Laura Perrudin (França) participou da MIMO Festival 2017








A cantora e harpista francesa Laura Perrudin participou da MIMO Festival 2017 no Rio de Janeiro e em Pernambuco estado onde se iniciou o festival. 

Ela apresentou várias obras e também participou do workshop  por tema "Tecnologia como ferramenta para a composição ", esse workshop aqui em Pernambuco foi realizado no CPM - Conservatório Pernambucano de Música, no Recife dia 17/11/2017 às 10:00hs, foi possível se inscrever no site para garantir uma vaga como aluno ou ouvinte.

Ela abordou seus processos criativos, usando aplicações de técnicas de improvisação como ferramenta para compor utilizando novas tecnologias, que permitem expandir as possibilidades timbrísticas e sonoras do compositor. A aula se destinou a instrumentistas de nível avançado, compositores e compositores/instrumentistas.






Sobre a Laura Perrudin

A jovem Laura é harpista, compositora e cantora de voz cristalina, que mais parece a extensão de seu instrumento, a mesma causou impacto junto ao público e à crítica (“Le Monde”, “Les Inrocks” e BBC) com o álbum de estreia, “Impressions”, em 2015. 

Foi destaque do Talents Adami Jazz 2017, ela constrói um universo singular, por meio de sua harpa elétrica, inspirada pelo jazz, hip hop, soul, eletrônica e a música tradicional de diferentes regiões do mundo. Revela as afinidades entre essas linguagens distintas, por meio de ricas estruturas harmônicas e melodias originais e, por vezes, agrega a sua música moderna a poemas de autores ilustres, como Blake, Yeats e Joyce. No recém-lançado “Poison set antidotes”, aventura-se em paisagens sonoras que evocam de Björk e Portishead a Debussy, Ravel e Wayne Shorter.

 Fonte https://mimofestival.com/brasil/artista/laura-perrudin/