quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Repertório de música brasileira escrita originalmente para Harpa






Sobre repertório para harpa já lemos numa postagem anterior que há várias opções de obras, umas são originalmente escritas para harpa enquanto outras são adaptações ou transcrições.





Um repertório "harpístico" nacional, isso mesmo 100% brasileiro provavelmente você não verá com frequência harpistas executando, mas sim! existem obras de compositores brasileiros especialmente para harpa e são belas! as mesmas deveriam ser mais divulgadas para sua apreciação pública.


Na lista do repertório de música brasileira estudado/executado nas escolas de harpa do Brasil composto originalmente para Harpa temos por exemplo:


* Calimerio Soares        -  Mescla  


* Diva Lyra                    - Estudo de concerto        
                                     - Prelúdio IV     
           
  
* Gibran Helayel            - Fuga e Morte de Lampião e Maria


  
* Laura Maria Pumar      -  Miscelânea Cantigas de Roda 
                                      -   Berceuse





* Siqueira de Sá              - Fantasias 1,2,3,4,5 e 6 para Harpa solo
                                        - Duos :  Harpa e piano, Viola e Harpa, Vibrafone e  Harpa, Flauta e Harpa



* Maria Lourdes Campelo Ribeiro   - Três Valsinhas para harpa: Solidão, Encantamento, Inquietação
                                                          - Estudo nº 2 
                                                          - Estudo nº 3
                                                          - Estudo nº 4
                                                          - Estudo em Láb
                                                          - Duas suítes e três pecinhas


* José Orlando Alves          -  Fantasia para Harpa solo
                                             - Texturas Justapostas


                                   




* Murillo Santos           - Homenagem a Fauré


* Radames Gnatalli      - Concerto para harpa


* Ricardo Tacuchian     - Ritos


* Nelson de Macêdo         - Fantasia Poema para Harpa solo e Orquestra
                                          - Mini-Suíte Emília e o tempo







Em especial destacamos:



# Algumas compositoras da Escola Nacional de Música da UFRJ conterrâneas da Professora Acácia Brazil dedicaram algumas de suas obras harpísticas à ela...ficou bem evidente na dedicatória inscrita no cabeçalho desta partitura da foto abaixo!



 


Harpista Gustavo Beaklini executando um estudo para harpa da Maria Lourdes Campelo Ribeiro







# Gibran Helayel natural do Rio de Janeiro, é guitarrista, compositor e regente de coros. Estudou violão com José Paiva, Monina Távora e estudou harpa com Acácia Brazil !!!.

A sua obra Fuga e Morte de Lampião e Maria contém quatro movimentos: Correria, Sono Cortado, Ladainha e A Lenda, o compositor tenta descrever sonoramente os últimos momentos de Lampião e Maria que são histórias e lendas bem presentes no imaginário dos músicos e repentistas nordestinos.
 
Essa composição ganhou o 2º Prêmio no III Festival Rochas Internacional de Composição para harpa, realizado em outubro de 1989 em Assunção com o apoio cultural da Aliança Francesa do Paraguai.




Harpista Gustavo Jiménez executando 1ºmov ( Correria ) de Fuga e Morte de Lampião e Maria







Agradecemos a Professora de harpa da UFPB Monica Cury  e sua aluna do Bacharelado em harpa Cristiane Braz  por fornecer parte do material apresentado nesta postagem. Este tema fez parte de um trabalho de pesquisa desenvolvido na graduação.

Também agradecemos a você pela visita!!! tchau!!!


domingo, 17 de dezembro de 2017

Grupo de Harpas da UFPB se apresenta na abertura da Exposição Matéria e Cromo










O Grupo de Harpas da UFPB se apresentou nessa quarta-feira dia 6 de dezembro na abertura da Exposição Matéria e Cromo do Artista Otávio Maia.

                                
A apresentação aconteceu na Igreja São Francisco em João Pessoa PB às 20:00hs.





Liderança: Harpista Monica Cury

Alunos: Cristiane Braz, Christiane Alves e Renan Mendes.


Vejamos os preparativos e em seguida alguns vídeos das apresentações...




































                                                                                     Les Agneaux Dansent Marcel Grandjany




                                                               
                                                                                              Down by the Sally Garden 

 

 

                                                                                                         Orfeo - Marco Giau

 

 

                                                                                                       Rêverie - Marcel Grandjany






                                                                   O sonho do pequeno vagalume - Antonio Celso Ribeiro





domingo, 19 de novembro de 2017

A cantora e harpista Laura Perrudin (França) participou da MIMO Festival 2017








A cantora e harpista francesa Laura Perrudin participou da MIMO Festival 2017 no Rio de Janeiro e em Pernambuco estado onde se iniciou o festival. 

Ela apresentou várias obras e também participou do workshop  por tema "Tecnologia como ferramenta para a composição ", esse workshop aqui em Pernambuco foi realizado no CPM - Conservatório Pernambucano de Música, no Recife dia 17/11/2017 às 10:00hs, foi possível se inscrever no site para garantir uma vaga como aluno ou ouvinte.

Ela abordou seus processos criativos, usando aplicações de técnicas de improvisação como ferramenta para compor utilizando novas tecnologias, que permitem expandir as possibilidades timbrísticas e sonoras do compositor. A aula se destinou a instrumentistas de nível avançado, compositores e compositores/instrumentistas.






Sobre a Laura Perrudin

A jovem Laura é harpista, compositora e cantora de voz cristalina, que mais parece a extensão de seu instrumento, a mesma causou impacto junto ao público e à crítica (“Le Monde”, “Les Inrocks” e BBC) com o álbum de estreia, “Impressions”, em 2015. 

Foi destaque do Talents Adami Jazz 2017, ela constrói um universo singular, por meio de sua harpa elétrica, inspirada pelo jazz, hip hop, soul, eletrônica e a música tradicional de diferentes regiões do mundo. Revela as afinidades entre essas linguagens distintas, por meio de ricas estruturas harmônicas e melodias originais e, por vezes, agrega a sua música moderna a poemas de autores ilustres, como Blake, Yeats e Joyce. No recém-lançado “Poison set antidotes”, aventura-se em paisagens sonoras que evocam de Björk e Portishead a Debussy, Ravel e Wayne Shorter.

 Fonte https://mimofestival.com/brasil/artista/laura-perrudin/








quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Konghou a harpa chinesa



                            





  O konghou é uma antiga harpa chinesa, que também é conhecida como kanhou, ela tornou-se extinta na dinastia Ming, mas foi reutilizada no século XX, esta versão moderna do instrumento não é igual a antiga, mas sua forma é parecida com as harpas de concertos ocidentais.



  O wo-konghou, ou o konghou horizontal, foi mencionado pela primeira vez em textos escritos no período de Primavera e Outono (770-476 aC). O su-konghou, ou o konghou vertical, apareceu pela primeira vez na Dinastia Han Oriental. O konghou de cabeça de phoenix foi introduzido da Índia na Dinastia Jin Oriental.
O konghou foi usado para tocar yayue (música de corte) no Reino de Chu. Durante a Dinastia Han, o konghou foi muito usado em qingshangyue (um gênero musical chinês). Começando na Dinastia Sui, o konghou também foi usado em yanyue (música de banquete).  





  Os tempos de popularidade do Konghou foi mais prevalente nas dinastias Sui e Tang. Geralmente era tocado em ritos e cerimônias e gradualmente saiu da corte e prevalecendo entre pessoas comuns. O instrumento foi adotado nos tempos antigos na Coréia, onde se chamava gonghu mas hoje não é mais usado lá. 


 
 


  Da mesma forma, o kudaragoto também chamado de kugo do Japão, era  usado em algumas performances de Togaku (música Tang) durante o período de Nara, posteriormente sendo esquecido no final do século X. Recentemente foi reutilizado no Japão, o compositor japonês Mamoru Fujieda compôs especialmente para este instrumento. Tomoko Sugawara encomendou um harpa kugo ao fabricante Bill Campbell e ganhou uma indicação ao Independent Music Awards pelo seu álbum de 2010, ao longo da Estrada da Seda explorou obras tradicionais e recém-escritas para o instrumento.




  A característica principal que distingue o konghou contemporâneo das harpas ocidentais é que as cordas do konghou são organizadas em duas fileiras, o que permite que os musicistas  usem técnicas orientais peculiares como vibrato e tons de flexão. As cordas emparelhadas nos lados opostos do instrumento estão afinadas com a mesma nota, elas começam a partir de uma peça de ajuste e além da área usada para dedilhar  pode-se deslizar sobre duas extremidades nos lados opostos do instrumento de modo que possa pressionar um dos pares de cordas passando assim de um tom para o outro. 



  
 Veja a performance do harpista Sylvain Blassel tocando Clair de Lune do Debussy numa Konghou.






domingo, 1 de outubro de 2017

harpa doppia - a harpa barroca italiana




                                         


Harpa Doppia, harpa tripla, harpa barroca italiana...esses nomes referem-se ao mesmo instrumento musical peculiar que surgiu em meados do século XVI na Itália e que se popularizou em outros países da Europa como Espanha, Gales, Inglaterra, e França.



A harpa doppia fora desenvolvida em resposta da crescente necessidade por acidentes à medida que a música se tornara ainda mais cromática em 1500.  No início eram com duas fileiras de cordas, mais tarde tinham três fileiras de cordas paralelas. As cordas externas são de notas diatônicas (naturais), enquanto a fileira central contém os semitons.

                                                    



Uma harpa doppia pode ser dupla ou tripla, o nome se refere não apenas às múltiplas linhas, mas também ao seu tamanho (aproximadamente duas vezes maior do que a antecessora, a harpa gótica) e ao fato de que ela tem um maior registro de graves. A harpa tripla foi rapidamente adotada pelos harpistas gauleses que moravam em Londres durante o século XVII. Essa harpa era tão popular que no início do século XVIII a harpa tripla era  conhecida como "harpa gaulesa".  Uma descrição importante da harpa tripla gaulesa é dada pelo harpista John Parry (Bardd Alaw) (1776-1851) no prefácio ao segundo volume de sua coleção, The Welsh Harper (Londres, 1839).


Hoje em dia a maioria dos harpistas que se dedicam a harpa doppia se concentra na Europa. É quase raro ver um recital  deste exemplar fantástico que nos transporta a uma atmosfera renascentista.

















Fontes:

http://www.harpspectrum.org/folk/riley_short.shtml

https://www.constanceallanic.com/arpa-doppia

https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Triple_harp

https://books.google.com.br/books?id=ZxOXjPpzkG8C&pg=PA320&lpg=PA320&dq=harpa+doppia&source=bl&ots=-veaIcIEkP&sig=KNwFgzps6j0NOidingLCkQPeqNQ&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwj0tr3fhvPVAhVMIpAKHZjnChoQ6AEIZTAQ#v=onepage&q=harpa%20doppia&f=false

sábado, 5 de agosto de 2017

Dicas de técnicas de acabamento - pela profª Cristina Braga





   Seguindo a série dos vídeos do canal Brasil de Tuhu no YouTube temos aulas muito legais da Harpista e Profª Cristina Braga. Tem vídeo para quem conhece e para quem não conhece bem o mundo das harpas.

   Neste vídeo aula a partir do instante 7:05 ela dá regras importantes de como finalizar uma  peça ou executar um trecho musical de forma correta dentro das técnicas harpísticas.







   Você pode assistir todo o vídeo ou pular para instantes citados no tema de cada item importante explicado na aula.  De forma bem simples, direta e didática a Cristina Braga dá exemplos de "Regras de Ouro" para que não erramos na harpa, e também para termos uma execução limpa sem defeitos buscando sempre a técnica correta.


   Vejamos as dicas de TÉCNICAS DE ACABAMENTO:


1- Acordes arpejados perfeitos  (instante 7:19)

   É bom que todos os harpistas aprendam a fazer acordes arpejados perfeitos. A Profª sugere um exemplo de estudo que ela mesma usa para estudar este tipo de acorde. Consiste em posicionar os dedos nas cordas e tocar seguindo a ordem: 1ª, 1ª e 2ª, 1ª  2ª e 3ª, 1ª  2ª  3ª e 4ª...ou seja  primeiro toca-se a primeira nota do acorde, depois a primeira seguida da segunda, repetir a primeira com a segunda acrescentando a terceira nota, e assim por diante até tocar todas as notas do acorde, acrescentando uma corda de cada vez. Quando executar o acorde todo, deve-se verificar se há igualdade nas notas, se elas estão com mesma intensidade.


2- Glissando lindo     (instante 8:49)

   O glissando é muito usado nas músicas de harpa, ao invés de encostar quase que o dedo todo na corda, isso a medida que o dedo vai passando ele vai abafando os sons, o correto é posicionar o dedo de forma perpendicular na corda. Testando você perceberá a diferença no som.


3- Cuidado com as oitavas juntas     ( instante 9:44)

   Se a peça ou trecho pede uma execução de oitavas juntas, devemos ter atenção na hora de fazer exatamente o que a peça pede, sem atropelar uma nota na outra ou deixar um som mais forte que outro.


4-  Não esbarrar nas cordas!!   ( instante 10:29)

   Sempre que possível ! ter cuidado para não esbarrar em outra corda que não está sendo usada. Você deve colocar os dedos e observar se vai chegar um pouco mais tarde na corda, se vai chegar por cima, ou ter atenção à tensão da corda  isso tudo ajuda muito!


5- Saiba os pedais, saiba cifra, saiba harmonia.  ( instante 11:29)

   É importante saber as regras de modulação para um melhor estudo. Lembrar sempre que as notas Sol bequadro, Lá bequadro e Ré bequadro NÃO SÃO ENARMONIZÁVEIS. Conheça bem os diagramas de pedais, eles são formas gráficas de como conhecer seus pedais e de como organizar ou planejar bem o que vai ser feito na hora das modulações.




"... Guardando isso e sabendo que você está esculpindo o som, com certeza amando a música você vai ser um grande harpista. "    

Cristina Braga





quinta-feira, 20 de julho de 2017

Harpista e cantora Cécile Corbel










    Cécile Corbel sem dúvida é uma harpista-cantora bem peculiar...de voz doce e arpejos suaves, ela encanta com suas composições dentro do seu estilo tão original que combina os estilos musicais da música folclórica celta, das canções turcas medievais, dos madrigais barrocos e das marchas irlandesas.

                                




    Ela nasceu no dia 28 de março de 1980, em Pont-Croix, Finistère, França. Seu primeiro instrumento musical foi a guitarra, só na adolescência descobriu a harpa céltica assistindo uma apresentação da harpista grega Elisa Vellia que tempos depois se tornou sua professora de harpa!!!. Anos depois mudou-se para Paris onde em 2002 fez sua primeira apresentação no pub Ti Jo.



                     




    Lançou álbuns de música original e trabalhou para o Studio Ghibli como compositora de seu filme de 2010, o Mutuário Arrietty. Cécile canta em outros idiomas além do francês,  canta em italiano, bretão e inglês, e fez também músicas em alemão, espanhol, irlandês, turco e japonês. Seu maior parceiro é o compositor Simon Caby, que participou em várias de suas músicas. 


                                
http://www.lanouvellerepublique.fr/Indre/Loisirs/Concerts-spectacles/n/Contenus/Articles/2012/03/06/Cecile-Corbel-a-envoute-le-cine





Lista de músicos que realizam concertos:

     *Cécile Corbel - harpa e voz
     *Cyril Maurin - guitarras
     *Pascal Boucaud - baixo e backing vocals
     *Julien Grattard - violoncelo
     *Christophe Piot - percussão


                                              
                                                                    Pascal Boucaud, Cécile Corbel e Cyril Maurin







Álbuns da Cécile Corbel


                                  
                                                                                               SongBook 1 (2006)




                                         

                                                                                    SongBook vol. 2 (2008)





                                  
                                                                               SongBook vol. 3 - Renaissance (2011)




                                              
                                                                                     SongBook vol. 4 - Roses (2013)
 
    



                                           
                                                                                              La Fiancée (2014)
 
    



                                         
                                                                                               Vagabonde (2016)




Conheça seu site http://cecile-corbel.com/


 Nos despedimos ao som de Entendez-Vous!

                                           

Obrigado pela visita! tchau!